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Agência de viagem especializada no sul da França

Um motivo a mais para não vir à França durante o inverno: a gastro-enterite.

O inverno na França é lindo como todas as outras estações. Para quem gosta de esquiar e de comer frutos do mar (a tradição da mesa no Natal) esta estação é um prato cheio. Mas se seu interesse não é o ski, você não gosta do frio e não quer terminar seus dias às cinco da tarde porque já é noite vou lhe dar um novo argumento para escolher um outro período para vir ao país: a gastro-enterite. Conheci a dita-cuja na primeira viagem que fiz para me encontrar com a família do Nicolas no Révéillon de 2004. Peguei o avião de volta para o Brasil com cólicas, vômitos, diarréia, febre, uma enorme dor de cabeça e pensando : “…ai meu Deus, acho que desta vez embarco…Meu cunhado italiano que estava me esperando em Roma junto com a minha irmã e a minha mãe (com quem voltaria para casa) disse, brincando, que tinha sido a comida francesa que me fez tanto mal. Mas não foi a culinária francesa e sim uma virose que me levou a nocaute. Assim que me estabeleci na França fiquei íntima da tal gastro, uma epidemia que se espalha no fim de ano como os votos de Feliz Natal! O culpado é um vírus que ataca os organismos fragilizados pelo inverno e com baixa imunidade fazendo literalmente a festa, acabando com o moral e com a saúde de muita gente. Em dezembro de 2008, 790 mil pessoas – euzinha entre elas – se consultaram por causa do problema. Os sintomas são os mesmo de uma infecção intestinal, mas muito mais violentos. Normalmente não é grave,...

O inverno e a falta de força para lidar com o frio.

Para quem nasceu em Natal e morou em Brasília uma temperatura abaixo de zero era coisa de outro mundo. Estava habituada com o calor e a umidade da Cidade do Sol e com a secura da capital, mas o frio acompanhado do mistral (vento que sopra forte e gelado), ahhh, isso foi uma descoberta. Nesses quatro anos vivendo na França aprendi a admirar a beleza dourada e incendiária do outono e a conhecer os caprichos do inverno que pode ser bem desagradável. Oficialmente ele chega no dia 21 de dezembro, mas muito antes disso ele se faz presente. O frio, o céu nublado, a chuva, a noite às cinco e meia da tarde, o cansaço de fim de ano, tudo fica ainda mais difícil com os casacos pesados, as gripes e o tira-e-põe de lenços, luvas e gorros. Faz três semanas que tento fazer as compras de Natal, mas quando me lembro que os franceses não gostam de Shoppings, que as melhores lojas estão no centro e que entre uma e outra gelamos a alma, prefiro ficar em casa bem quentinha. Mas enquanto a coragem para sair e preparar a festa não aparece veja se concorda com a minha listinha de coisas boas que combinam com o frio, afinal tudo tem seu lado positivo: – Um dia ensolarado, – Aquecedor que também é um porta-toalhas no banheiro, – Banho de banheira, – Chaminé, – Chocolate quente com creme, – Botas, – Chá, – Ver um filme enrolada na coberta, – Edredon, – Pijama em matelassê, – Pulôver com gola alta, – Agua quente em todas as pias, – Passar...

O frio chegou: hora de escolher os sapatos de inverno.

    A temperatura caiu sete graus nesta semana, a chuva e o vento aumentaram a sensação de frio. As botas e botinas ganharam as vitrines e as sapatilhas vão continuar aquecendo os nossos pés por mais um inverno. Mas são sapatos em estilo masculino (derbies e richelieus) e os compensados em verniz o must have desta estação. A surpresa ficou por conta das sandálias e escarpins abertos, você tem a escolha entre deixá-los descansando no armário ou usá-los com meia-calça ou meias curtas até os joelhos, tendência mais indicada para quem ainda não passou dos trinta. Se tivesse que escolher uma peça? Compraria uma cavaleira em couro preto, simples, confortável e clássica. Custa caro, entre 180 e 500 euros, mas o investimento vale a pena, ela combina com tudo e mantêm os pézinhos de qualquer Cinderela longe do frio, da umidade e das bizarrices da moda por muitos...

A mudança de estação e o mau humor que chega com ela e atinge até o Sucrilhos.

“Estou no maior mau humor. Não quero encontrar ninguém, não quero falar com ninguém. Estou mega-aborrecido, hiper-chateado, super-amuado e o culpado é o termômetro. Não devia ter reclamado da chuva e do vento frio na primavera, paguei a minha língua com um calor de matar no verão. Hoje esta fazendo só 28°. Há alguns dias a média era de 36°, quente, abafado, irrespirável. Normalmente a primavera na Provence é bem agradável com chuvas rápidas e temperaturas amenas, ela começa no dia 21 de março e vai até 22 de junho, quando o verão chega botando prá quebrar sem piedade. A minha casa até que é fresquinha e o terraço que a Ana mandou cobrir (ponto para minha co-inquilina) faz uma sombra legal no meio da tarde. O problema é que nesta estação o dia dura, dura, dura muito mais que no Brasil, às 17h temos a impressão que são 12h e às 19h30 ainda está claro, e quente. O sol começa a dar uma trégua à partir de 20h30, quando volto a me mexer. Ando o mínimo possível : de debaixo da cômoda para a gamela de comida e de lá para o banheiro. E mesmo assim fico exausto. Se você não entende o drama é só vestir um casaco de pele (de preferência falso, né!) – bem fofo daqueles com cinco centímetros de espessura – e sair para passear no Brasil. Não sei se percebeu, mas sou um persa (o gato com a cara do Garfield, mas peludo). Pois é, um persa, e ainda mais preto. E todo mundo sabe que preto não combina com o calor. Essa...