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14° Foire du Pays d’Aix – Segunda parte, conclusão

Durante três dias, no Parc des Sports Maurice Daugé em Venelles, 170 expositores apresentaram serviços e produtos variados. Entre eles alguns bem conhecidos dos brasileiros : castanha de caju, chapéus de praia em algodão, colares de sementes, instrumentos, cachaça, café e guaraná. No stand do Brasil, convidado especial da feira neste ano, me senti em Salvador ou em qualquer outra cidade do litoral que tem no turismo uma de suas maiores fontes de renda.

A maioria dos produtos era artesanal com o apelo da praia e do exotismo e vinha da Bahia e do Pará, segundo o importador. Ludo Bucas é francês e a paixão pelo Brasil surgiu há cinco anos depois de uma viagem de férias. Agora ele só volta para a França para comercializar 1600 produtos brasileiros.

Aproveitei a oportunidade para saber porquê quando o Brasil é representado por aqui vemos sempre os mesmos produtos. Ele explicou que o problema está na burocracia e na falta de comunicação entre os dois países. Os brasileiros têm dificuldade para descrever os produtos e como os franceses não os conhecem fica dificil trazer coisas muito diferentes das habituais, ou seja, vemos as mesmas mercadorias que os turistas descobrem quando vão ao Brasil. Não fiquei convencida. Acho que além desses problemas está a imagem que o Brasil divulga. Vendemos para o turista o que ele quer comprar : sol, mar, férias e diversão. Por isso não estranhei quando vi as apresentações propostas na exposição : o Grupo Gandalia Show trouxe o samba e a Associação de Capoeira Acrobática a arte-marcial brasileira. Entre os pontos positivos: um belo traje de Porta-Bandeira da Estácio da Sá, usado pela bailarina carioca Ana (que mora na França há mais de 20 anos), a boa técnica dos capoeiristas, produtos de qualidade, maquiagem de carnaval e fitinhas do Senhor do Bonfim para as crianças e duas páginas de informações corretas sobre o Brasil no programa da feira.

Gente, como prometi fui, vi e conferi a Village Brésilien só não comprei nada porque os preços estavam mais para a França que para o Brasil.

Imagine pagar 5 Euros por um saquinho de 200g castanha de caju?! Mãêêê coloca dois quilos na próxima mala, combinado? E mais dois de Sonho de Valsa, três ou quatro de feijão preto, algumas latinhas de Guaraná Antártica, goiabada, massa de pão de queijo, coxinhas congeladas, e ops…é melhor parar se não vai dar saudade ou um problemão para a mamãe na alfândega!

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