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Pão e queijo depois da refeição fazem bem à saúde.

Meu sogro é um francês típico: para ele refeição é sinônimo de vinho e de um bom queijo antes da sobremesa. Foi ele quem me apresentou o Madame Loïc, o Tartare, o Reblochon, o Brie e muitos outros afinal não podemos esquecer que a França produz mais de 400 queijos diferentes.
Com o tempo observei que o hábito dele também faz parte da mesa da maioria dos franceses. No almoço com os colegas do trabalho a baguete está sempre presente e quando vamos jantar na casa de amigos o queijo é servido acompanhado de uma salada. Que a idéia é uma delícia para a alma pude verificar sozinha, mas que queijo e pão também fazem bem ao corpo fiquei sabendo por uma pesquisa do CERIN – Centro de Pesquisa e Informação Nutricional. Para o centro os franceses comem mais gordura do que os americanos, ingleses ou europeus do norte, mas têm menos problemas do coração.
Na França, a consumação cotidiana de ácidos graxos saturados representa cerca de 15,5% da necessidade diária, na Inglaterra ou Alemanha ela é de 13,5% e nos Estados Unidos de 10,8%. Apesar disso se morre menos de infarto na França que nos Estados Unidos ou na maioria dos países europeus. Entre os homens contamos 180 mortes para cada 100.000 pessoas em conseqüência de uma doença cardiovascular, na Alemanha esse número chega a 250 e nos Estados Unidos a 300. Entre as mulheres o resultado é ainda melhor: cerca de 60 mortes por cada 100.000 pessoas na França. Na Inglaterra são 140.
O fator que impressiona é que mesmo com esse elevado índice de consumação de gordura os franceses não engordam. Existem apenas 11% de obesos na França, contra 22% na Inglaterra e 32% nos Estados Unidos. Não é pra menos que a conclusão do CERIN é surpreendente: as doenças cardiovasculares e a obesidades não estão relacionadas apenas à ingestão de gordura e açúcares mas ao jeito de comer. Depois dos benefícios do vinho tinto, o trabalho científico se concentrou no pão (fonte de fibras) e no queijo (cálcio).
Segundo a pesquisa, a dupla reforçaria a ação de certos ácidos graxos benéficos para coração. Os derivados do leite também seriam positivos contra a síndrome do metabolismo (um conjunto de problemas que reúne obesidade, hipertensão, anomalias de gordura e de açúcar no sangue que predispõe doenças no coração e diabetes). O prato extra aumenta o tempo à mesa o que também faz parte do segredo da boa forma dos franceses. Os sociólogos da alimentação, como Claude Fischler, reforçam a idéia de que os conceitos de alimentação são diferentes na França.
No mundo anglofone onde comer é um ato dietético e individual destinado à saúde onde os erros causam angústia e quilos extras, na França comer é uma atividade social e convivial e os números mostram que essa mistura de fibras, cálcio e prazer à mesa faz muito bem a saúde.

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