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Começa o meu quinto ano na França e sem arrependimentos!

Hoje, li um texto muito inspirado no blog e-dublin que me lembrou o começo da minha aventura francesa em setembro de 2004. O texto fala de decisões e do tempo que temos para tomá-las e segui-las. O autor do artigo, Homero Carmona, mudou de idéia em relação à juventude e ao momento certo de fazer o que queremos quando chegou na Europa. Ainda de acordo com o texto, em Dublin na Irlanda, muitos jovens terminam os estudos e fazem uma pausa antes de entrar de verdade no mercado de trabalho. Muitos têm 23, 24, 27 anos, até 30 e ninguém é considerado velho para fazer o que quer que seja. Concordo com ele. Na França a pressão em relação aos estudos e à carreira também é bem menos sufocante que no Brasil. Por isso existem muitos diplomas técnicos que duram dois ou três anos, por aqui não é todo mundo que sonha em trocar os anos de juventude por um diploma da universidade. O tempo na França é muito importante, faz parte da qualidade de vida. Por isso uma das primeiras impressões que tive quando cheguei aqui foi em relação ao ritmo, mais lento, mais sereno. As pessoas têm tempo de tomar um café apenas para curtir o sol ou de ler o jornal tranquilamente esperando terminar a hora do almoço. No trabalho, aprendi a correr menos, a não ficar angustiada quando deixo algo para o dia seguinte, a fazer uma pausa para tomar chá e dar atenção aos amigos que precisam. Nada a ver com a correria antes de 2004 quando trabalhava em uma emissora de televisão no Brasil. Ainda me lembro de como deixei a vida me ajudar a tomar uma das decisões mais dificeis da minha vida: abandonar tudo e seguir Nicolas – francês que havia conhecido um ano antes – em direção à Provence. A mudança de chefia era imininente e com ela as consequências esperadas. Fui a primeira, mas não a última a deixar a equipe e aliviada preparei o embarque. O anúncio aos meus pais foi um choque, muitos amigos também não entenderam como poderia deixar tudo para começar do zero na França. Essa foi a parte mais complicada. Superar os meus medos e acalmar os meus demônios já consumiam boa parte das minhas forças, não dava, não quis, nem pude convencer ninguém. A maioria achava uma loucura fazer o que estava fazendo, havia muitos riscos e eu não era mais nenhuma mocinha para encarar uma nova vida. Estava com 34 anos, tinha no currículo uma carreira de 17 anos como apresentadora e repórter de TV, um divórcio e muitas mudanças de cidade que me deixaram flexível no quesito adaptação. Escutei, só e somente, meu coração, ele me dizia que era o que precisava e tinha de fazer. Finalmente pais e amigos respeitaram minha escolha e embarquei para a Europa um pouco mais leve com duas malas e Sucrilhos que me acompanhou na cabine. Na chegada à Marselha Nicolas me esperava tão ansioso quanto eu, para ele também seria um novo começo. A única surpresa: uma das malas resolveu passar a noite em Madrid. No dia seguinte pela manhã um funcionário do aeroporto veio trazê-la pessoalmente no meu novo apartamento! Tinha certeza de que aquele só podia ser um bom sinal, você imagina isso no Brasil? Nesses quase cinco anos de França aprendi uma língua, fiz um mestrado, me casei, tive uma filha, fiz bons amigos, descobri novos sabores, voltei a trabalhar e procuro estar aberta aos conselhos da minha intuição que espero continue funcionando por muitos e muitos anos, afinal nunca se sabe quando vamos precisar enfrentar um novo desafio.

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