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Um dia passeando pelo desfiladeiro de Gorges du Verdon. Uma aventura vivida e fotografada pela Dri, do Carrossel de Sonhos.

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“Desde 2006 quando vi as fotos do desfiladeiro pela primeira vez no blog do Jorge – o Giramundo – não tirei mais isso da minha cabeça e o meu marido, parentes e amigos sabem que quando coloco uma coisa na cabeça…Ai, Ai, Ai, ninguém tira, ninguém mesmo! Eu sabia que o local ficava longe de tudo na Provence e que teríamos que reservar um dia todo pra conhecê-lo com calma. Os outros companheiros da aventura não estavam muito interessados, mas eles sabiam que a pentelha aqui não ia desistir nunca!

Tudo resolvido, saímos de Aix-en-Provence, passamos no Carrefour e compramos algumas delícias fresquinhas para fazer um piquenique. Com as nossas eco-bags cheias de queijos, baguettes e frutas vermelhas seguimos o nosso longo caminho até Gorges du Verdon. De Aix até lá são cerca de 170 km, mas o trajeto é percorrido em quase duas horas e meia por causa da estrada que se torna perigosa. Ou seja, pedras de uma lado e o precipício do outro…emocionante! Este desfiladeiro tem de 250 a 7oom de profundidade em alguns locais e 28 km de comprimento. O vale com montanhas rochosas desenhado a partir do curso do rio Verdon é um cenário dos deuses. Durante todo o passeio você vai encontrar alguns pontos no acostamento para apreciar a paisagem. No verão é muito comum a prática de esportes náuticos como rafting e canoagem. Além dos corajosos e bem preparados ciclistas. No final do vale o rio Verdon se forma um lago artificial com o azul mais turquesa que já vi. E era lá que queríamos chegar para fazer nosso piquenique e relaxar…Bom, até chegar no lago fui rezando o Terço, a Ave-Maria, o Pai Nosso…O meu marido é um ótimo motorista, mas ele estava vivendo o sonho naquele desfiladeiro…só faltava a Ferrari para o sonho dele ser perfeito, sabe?! Brincadeiras à parte, é preciso dirigir com cautela. Algumas curvas são tão estreitas que só passa um carro, então imagine…

Chegamos na margem do lago, estacionamos o carro e procuramos uma sombra para fazermos o nosso esperado piquenique. Uma curiosidade: se você acha que brasileiro é o único povo que prepara o frango assado com farofa e leva para a praia só pra passar o dia, você está enganado! A galera leva refeições inteiras em isopor. Vi uma família comendo uma espécie de carne com risoto e maionese, depois eles deitaram na sombra e dormiram, tudo isso em traje de banho! Mas o lance todo é que eu queria mais…eu não estava satisfeita só com as fotos da ponte. Eu queria chegar mais perto do desfiladeiro, aí tive a brilhante idéia de alugar um “pedalinho” e não é que o meu marido adorou a idéia! Meus pais ficaram relaxando na sombra e lá fomos nós, eu e o marido sem trajes de praia (um conforto só!) com a filmadora e minha tão querida Canon em mãos…medo! E sim, essa era a primeira vez que me aventurava em um “pedalinho”. No começo tudo estava ótimo! Força e energia total fazendo paradas estratégicas para um clique e outro, sempre pedalando com cautela pra proteger a máquina e a filmadora. Chegamos bem pertinho das pedras, algumas tinham uma luz linda dependendo do reflexo do sol, em outras surgiam pequenas nascentes. Já tinha passado quase uma hora de passeio quando chegamos ao final do lago, agora “bora” voltar né?! Mas com o vento contra mal conseguíamos sair do lugar e no meio de tudo isso eu consegui ser picada por uma abelha preta! Não foi fácil retornar, mas tínhamos que retornar, não é mesmo?! Nem que demorássemos três horas…hehehe! Reunimos todas as nossas forças – as que restavam – canalizamos para as pernas e “bora”! Depois da metade do caminho, o vento mudou de direção e aí tudo ficou bem mais fácil! A minha mãe tinha cochilado debaixo da árvore e o meu pai, enquanto cruzávamos a ponte, estava lá em cima tirando algumas fotos que ficaram hilárias. Devolvemos o nosso “pedalinho” e fomos buscar o nosso carro no estacionamento.

Na verdade, nem queríamos ir embora, mas estávamos morrendo de sede, e lá não se vende nadinha! Na volta, paramos no primeiro restaurante que encontramos na beira da estrada. Para a nossa supresa o dono estava jantando com a família dele, ficou claro que ele não esperava nenhum turista naquele momento, mas ele foi muito atencioso, nos recebeu mesmo assim e disse que poderia nos servir somente coisas prontas. Nem pensamos duas vezes na hora de pedir taças enormes de sorvete! E foi assim que terminou nosso penúltimo dia na Provença: com direito a muitas emoções e sonhos realizados. E você ainda me pergunta se faria tudo de novo? Claro que faria, bom, tudo…menos a parte da abelha!”

Texto e fotos publicados com a autorização da autora, Adriana Barudi do Carrossel de Sonhos.

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3 Comentários

  1. Paty

    que lindas fotos! quando planejei minha viagem pela Provence, quis incluir este passeio, mas vi que realmente ficava longe de tudo, então não deu. Quem sabe um dia, embora os seu relatos da estrada estreita num despenhadeiro tenha me deixado um pouco apreensiva…

    Responder
  2. Adriana

    Querida ANA, só posso e tenho que agradecê-la por tudo!!!
    Ficou lindo o post!!! Adorei que vc enfatizou algumas expressões…ficou muiiiiiiito bom!!!
    Obrigada Ana e ainda nos veremos pessoalmente com direito a um grande abraço!!!
    beijos,
    Dri.

    Responder
  3. Ewerton

    Oi Ana. Bela paisagem. O texto que cita o frango assado com farofa foi demais.
    Risos.

    Responder

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