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Saudades da Provence.

“Minha alma canta

Vejo o Rio de Janeiro

Estou morrendo de saudade.” – Antonio Carlos Jobim

“Após 43 dias de viagem retorno ao Rio de Janeiro – terra natal, útero aonde ainda vivo, asa que me abriga, meu cais – e mato a saudade impiedosamente.

Mas… o que fazer com a saudade que sinto da Provence e de todos os lugares por onde andei? E como viver agora sem o perfume dos jasmins de Aïgues-Mortes que sobem paredes sem pedir licença? E sem as rosas que estão por toda parte disputando molduras de portas e janelas? Como ficar sem sentir o perfume do tomilho! Do Gorges do Verdon?… E agora?

Mal as rodinhas das minhas malas esfriam e me surpreendo a pensar em novos caminhos pela Provence e a rabiscar estradas nos mapas, como cobria um desenho quando criança.

A distância que nos separa é grande, é verdade. Mas… e se eu fosse a Mulher Aranha? Cobriria todos os mares e oceanos com uma imensa teia e mataria “as saudades” de todos os continentes que quisesse, sem o menor esforço!… De bagagem, apenas o peso de meu corpo. Nada de malas, aduanas, passaportes. Livre, assim.

Adoro esta força que me impulsiona a carregar sempre uma mala. Uma coisa inexplicável que vem de dentro, sabe? Como uma teimosia, uma birra de criança, que fecha os olhos, grita, infla veias, bate pé e insiste. Mas, insiste em quê? Em viajar, claro!…

E viajar tem seu preço; que por mais alto que seja, sempre valerá à pena.

Mas… e daí? Como matar então estas “saudades” da Provence? Pagando o preço e voltando aos lugares de onde acabei de chegar.

1- Dia 02/6/13 – Chegada à Estação TGV de Aix, onde alugamos um apartamento, nosso portal na Provence, onde fomos recebidos por Leonor, nossa exímia motorista-acompanhante que nos conduziu por todos os caminhos.

2-  Dia 03/06/13 – Saint-Rémy-de-Provence  e Les-Baux-de-Provence, onde visitamos a exposição Carrières de Lumières.

     Obras de Chagall, Gauguin, Monet e Renoir, dentre outros pintores famosos, languidamente, desfilam pelas paredes gélidas da antiga mina de Bauxita e calcáreo. Jean Cocteau encantou-se pelo lugar e decidiu usá-lo como cenário em seu filme ” O Testamento de Orfeu”. Trechos desta película são projetados em outro ambiente da própria mina. Imperdível!

3- Dia 04/06/13 – Luberon: Gordes; Museu da Lavanda; Abadia de Sènanque.

      Gordes é uma linda cidade de onde se vislumbra uma vista maravilhosa. A feira é tudo de bom (adoro feiras!) e bastante movimentada. O Museu da Lavanda valeu pelo que aprendi. O visitante é deixado bem à vontade o que muito me agradou.  No final da visita, quem resiste àquela loja colorida e cheirosa? Ainda mais sendo atendido por uma brasileira simpatissíssima. A Abadia, desculpem-me, s’il vous plaît, não é um lugar atraente. Quem sabe, em dia ensolarado e com as lavandas floridas, o cenário valha à pena? Não tive esta sorte.

4- Dia 05/06/13 – Mônaco e Eze. Beaulieu-Sur-Mer/Cap-d’Ail/Nice/Villefranche-Sur-Mer, só passagem.

     Eze é uma cidade cansativa para se conhecer devido ao ângulo de  inclinação de suas ruas. Para quem se aventura, mesmo sem preparo físico (meu caso), vale muito à pena. Foram muitos cantinhos que aguçaram minha curiosidade; e daí, de canto em canto, acabei fazendo uma visita considerável a Èze. Linda! Em Mônaco, a mudança da guarda é dispensável para quem não conhece o principado.  Para meu gosto é mais interessante passear pelas ruas. Graças a Mônaco conhecemos Elizabeth, uma atração à parte, de quem ouvi histórias muito interessantes. Obrigada, Elizabeth. As demais localidades valem uma passeio mais pormenorizado. Como toda cidade francesa à beira-mar, são coloridas, descontraídas, lindas; merecem atenção especial.

5- Dia 06/06/13 – Avignon. Dispensamos Chateaunef-du-Pape e Pont du Gard.

     Avignon é uma cidade elegante, comportada. Há certa “formalidade” no ar que adorei. Merece um longo passeio.

6- Dia 07/06/13 – Visita à fábrica da l’Occitane; Campos de Lavanda.

Quem não fala francês perde consideravelmente as explicações a respeito da criação da fábrica, de seu crescimento e do processo de elaboração dos produtos. Leonor traduziu o que foi possível; entretanto, não pode superar seus limites porque as condições locais não permitiram. Além disso, a l’Occitane não oferece uma revista, um livreto, ou, pelo menos, um folheto explicativo em idioma algum. Penso que seja hora de empresas que recebem turistas e que objetivam conquistar cada vez mais a preferência do público, serem mais versáteis, interagindo (?) não apenas com seu próprio idioma. Lastimável.

Campos de LavandaValensoleLindos! mesmo sem flores.

7- Dia 08/06/13 – Mercados do Luberon: Apt, Cavaillon, Roussillon e Lourmarin. Cidades onde tive vontade “de me perder de Leonor” para ficar um pouco mais. Merecem mais atenção.

8- Dia 09/06/13 – Domingo – Neste dia livre retornamos a Mônaco. Chovia muito e, talvez por isto, não sei, a cidade estava às moscas. O Museu Oceanográfico foi o que salvou a viagem.

9- Dia 10/06/13 – Passeio de balão. Inesquecível! Só mesmo voando para saber. E o pouso, cinematográfico, em um campo apinhado de coquelicots?

10- Dia 11/06/13 – Moustiers- Saintes-Maries. Pitoresca, bem ao pé da montanha.

11- Dia 12/06/13 – Saint-Tropez; Grasse. Ah, Grasse… Museu Fragonard: memórias de minha infância trazidas por vidros de perfume que via na penteadeira de minha mãe, ficaram trancadas nas vitrines. Saudade. Muita saudade.

12- Dia 13/06/13 – Véspera de nosso embarque no TGV que nos levaria à Paris.

Alguns passeios foram trocados. Por exemplo: Aïgues-Mortes e Saintes-Marie-de-la-Mer, na Camargue, não estavam, oficialmente, em nosso roteiro. As sugestões de trocas de Leonor foram todas bem vindas e não nos arrependemos.

Anaté e Leonor sabem tudo da Provence. Gratos por tudo. Marilia e Morlaix.”

Depoimento Marilia Boos Gomes e Morlaix Nogueira, junho 2013.

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