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O meu casamento provençal.

Nem preciso dizer o quanto é estressante e complicado preparar um casamento. Mas organizar uma cerimônia como esta em outro país exige atenção redobrada. Para começar a escolha da data é limitada pelo calor da primavera e do verão. Na França, casamentos no outono e no inverno são raros, a maioria não quer que o frio acabe literalmente com o clima da festa. A escolha do dia 22 de setembro foi mais do que prática, também foi sentimental: cheguei na Provence no dia 21 de setembro de 2004, mas como em 2007 essa data caia em uma sexta-feira, optamos pelo 22, sábado, último dia de verão.

Com a data escolhida começamos a dar entrada nos papéis. Pense em todos os documentos que precisamos no Brasil, acrescente uma tradução para todos os que concernem a noiva brasileira – a trinta euros cada página – e um outro da embaixada que explica quais são os nossos costumes em relação ao casamento (!). Com tudo em mãos demos o próximo passo: marcar a data das cerimônias.

O casamento civil é realizado no mesmo dia que a cerimônia religiosa, o que aumenta o tempo de celebração – e aqui entre nós – tira um pouco do suspense, da surpresa e da emoção da chegada da noiva. A cerimônia em si dura em média 20 minutos, é realizada por um “Elu” – o equivalente do nosso vereador – e é organizada pelo serviço de l’Etat Civil da Prefeitura, só precisamos escolher uma música. No caso de Aix como a sede da Prefeitura fica no centro da cidade as noivas viram a atração turística da praça até a hora que entram na Salle des Mariages. O protocolo é quase o mesmo de uma cerimônia religiosa, até a troca das alianças pode ser feita na Mairie d’Aix en Provence (ou na prefeitura de outra cidade)para aqueles que não querem uma benção.

Não foi o nosso caso. Marcamos a cerimônia civil para às três da tarde e às seis tinhamos o encontro com o Padre Cabanac para a cerimônia religiosa, na Capela Saint-Mitre, uma igrejinha linda do Século XVIII atualmente em restauração. Depois da papelada, das reuniões com o padre, das discussões intermináveis que em vez de diminuir só aumentavam a lista de convidados, da crise para escolher o wedding planner, da preparação de uma mesa com doces brasileiros e de um estresse monstro que deu até crise de taquicardia chegou a hora de esquecer tudo isso, se maquiar, vestir o vestido e tentar não dar bola para o que não saiu como o planejado, mas que com certeza também deu alma à festa. Para nós os acertos foram muitos: o sol que veio ao nosso encontro, a igreja limpa e decorada com a ajuda de amigos, a entrega de um buquê à Nossa Senhora durante a celebração (uma tradição provençal), a casa repleta de rosas vermelhas e toda enfeitada para a festa que foi até três horas da manhã, o delicioso jantar libanês em homenagem às raízes armenianas da minha sogra, meus pais e minha irmã que vieram de muito longe para esse dia mais do que especial e Chloé que participou de tudo com alegria até tarde da noite.

Disse “oui” à Nicolas há um ano, direi “oui” à Nicolas no ano que vem, e no próximo, e no próximo, e no próximo…

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