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Como não se desesperar no primeiro final do ano longe de casa? Nathalia Duarte, que viveu a experiência, conta como foi.

Passar as festas de final de ano fora de casa pode ser uma escolha voluntária, mas a situação muda de figura quando se é obrigado a fazê-lo. Vim para Aix-en-Provence há três meses para estudar, e para quem não sabe, o ano letivo na França não segue o padrão brasileiro: as aulas vão de setembro de um ano a setembro do ano seguinte, ou seja, durante as festas de Natal e de ano novo temos apenas duas semanas de recesso.

Como no Brasil o nosso ano letivo é de fevereiro a novembro, podemos aproveitar muito melhor as  férias, mas a minha maior preocupação era outra: “como passar o final do ano – Natal principalmente – longe da família?” O Natal é uma das datas mais importantes do ano no Brasil, tem gente que só vemos nessa época.

Passei um tempo tentando não pensar, mas foi impossível conseguir esquecer. Quando vi pela primeira vez objetos natalinos em uma loja, confesso que fiquei emocionada… Pensei logo nos meus pais, irmãos e familiares. E quando a decoração da cidade ficou pronta? A saudade apertou ainda mais. Lindo! De partir o coração de quem está distante.

A solução foi encarar os fatos de outra forma aproveitando a nova experiência para aprender. Comecei por analisar os costumes natalinos locais. Uma das tradições é fazer mini-presépios, mas não é qualquer presépiozinho, não. São mini-super-produções artísticas. Tem uma feira especifica que vende miniaturas para isso, que são chamados Santons, pensei em fazer um, mas achei muito caro, e no meu quarto na cite (de 9m2) não tem muito espaço, para não dizer, nenhum metro sobrando. Tirei umas fotos e segui com minha “pesquisa”. Outra coisa bem particular são os objetos usados para decorar a árvore de natal, geralmente brancos. Terminada a fase da decoração fui para a culinária. Os doces das festas natalinas são cada um mais bonito do que o outro porque a culinária francesa também é especialista em encher os olhos. Dá até “peninha” de comer, de tão bem apresentados que são os doces e mini-bolos. Provei alguns, todos deliciosos.

Em seguida fui verificar como funciona a noite do Natal. As famílias se reúnem em números menores, apenas pais, filhos e avos, no máximo!  Para não passar o Natal sozinha comecei a investigar quem dos meus amigos mais próximos ficaria na cidade. Moro em uma residência universitária e 80% dos estudantes programaram uma viagem. Só para dar uma idéia de como funciona: no meu andar na cité são 38 quartos e dos 38 estudantes durante a semana das festas natalinas só duas pessoas, eu e uma jovem árabe ficaram na residência. Não foi fácil, mas consegui reunir seis amigos  (boliviana, espanhola, brasileira, iraniano, peruano e árabe) e passamos o Natal juntos! Uma ceia simples: frango assado no forno e salada de maionese. Depois decidimos sair para dançar, afinal estávamos todos um pouco tristes, saudosos de nossas famílias, mas a noite do dia 24 de dezembro transformou Aix em uma cidade fantasma, tudo no centro estava fechado, bares, restaurantes e, é claro, as boates! Fizemos o caminho de voltar e fomos cada um para o seu quarto…mas eram quase 3h da manhã, o Natal tinha passado e todos sobrevivemos. Para a experiência ter sido completa faltou apenas a neve. Nevou por quase toda França e o “quase” foi justamente Aix. Quem sabe, esse não vai ser o meu presente do Natal do ano que vem?

Texto Nathalia Duarte.

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